Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

as manias que as pernas têm

As pernas têm a sua personalidade própria e as suas manias como se duma pessoa se tratassem. Pelo menos as minhas têm.

Quando eram mais pequeninas e eu ainda nem sequer tinham chegado ao secundário elas gostavam de se sentirem esticadas, libertas de espaços apertados e demasiado aconchegados, um típico comportamento das pernas de um rapaz em fase de crescimento, nos dois sentidos. Ainda me lembro das aulas, de estar lá atrás na última carteira com as pernas esticadas a repousar na cadeira da Susana ou da Patrícia. A Patrícia não gostava muito, mas eu era um pouco mais teimoso que ela e ela tinha de aturar a vontade das minhas pernas. Quando haviam as famosas viagens de estudo que naquela altura eram muitas, no autocarro elas tinham de ficar em cima do colo do passageiro do banco do lado. Bem, não tinham, mas se ele/ela não se importassem era uma maravilha.

O típico cruzar de pernas chinês passou pela mentalidade das minhas pernas mas ainda numa fase infantil, muito prematura, mentalidade essa que não durou muito devido à minha falta de flexibilidade, típica da minha estrutura rechonchuda da altura. Altura essa que já passou felizmente, mas isso são outras conversas.

Actualmente elas gostam de usar uns cruzares de pernas mais adultos. A perna esquerda tem a mania de colocar o seu pé sobre o joelho direito quase num ângulo recto, quase recto porque a tal falta de flexibilidade nunca  foi totalmente - e queria frisar bem o totalmente porque agora está bem melhor, agora quase que consigo fazer a espargata na perfeição! - ultrapassada. Mas lá gosta de ficar durante uns bons minutos até se cansar e mudar de posição. Quarta-feira, ainda na aula de código para os orgulhosos aprovados, ela exagerou nos minutinhos em posição cruzada adulta e adormeceu. Literalmente, adormeceu literalmente. E quando odecidimos sair da sala para ir lá para fora ouvir as anedotas do Sr. Eduardo ela não acordou. Estavam completamente dormenta e não sentia nada. Imaginam a cena que é levantares-te e a tua perna ceder? Um autêntico manco, a cambalear durante cinco metros até à porta a tentar recuperar a circulação sanguínea num membro chato e aborrecido que não segura o peso do corpo e desce ao ponto de quase caíres no meio da sala?  Pois, eu não imaginava, mas ontem passei por isso. 

Mas não é só a posição de quase 90º que a minha perna esquerda gosta de ocupar. Ás vezes gosta de usar o cruzar pernas mais normalmente usado pelas senhoras. Mas essa posição ainda lhe é estranha. Muitas pessoas acham os homens usarem as pernas cruzadas dessa forma um pouco "amaricado" ou algo assim, mas o meu avô  Manuel - ou pelo menos as pernas dele - sempre usou essa posição de pernas, e por favor ele não tem nada de amaricado! E quem cruza assim as pernas sabe do que falo, é uma posição muito confortável! 

Na cama, porque até lá elas gostam de se cruzar, elas cruzam-se. Uma com a outra. Ou simplesmente a perna esquerda faz um quatro, também essa uma posição cómoda.

Afinal dá para perceber que elas estão vivas...

publicado por la vie en long-métrage às 17:50

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

duas coisas

Ontem aconteceram-me duas coisas importantes.

A primeira começou logo de manhãzinha, acordei cedo. 8h da manhã e já estava acordado para tomar banho. Mas antes de poder tomar banho ainda tive de resolver uns 'problemas' na canalização lá de casa. Feito o que tinha a fazer, às 9h pôs-me a caminho da escola de condução, com uma chiclete de menta na boca e os phones cravados nas orelhas. Ontem foi dia de exame de código, para mim e para mais uns quantos. Cheguei lá e já estavam três pessoas à espera da carrinha da Rio Ave que nos ia levar a Braga para a sala de fuzilamento. Quando lá chegámos aquilo parecia mesmo uma sala de fuzilamento, todos encostados à parede em fila indiana... Mas já volto à sala..

Antes de sequer chegarmos a Braga tivemos de nos fazer ao caminho naquela carrinha da Rio Ave que deve ser mais velha que eu. Eu sentei-me nos bancos de trás da carrinha, mas como era a primeira vez que andava naquilo não sabia que o lugar que ia ocupar tinha o banco partido. Bem, não o banco, mas o encosto das costas; mal me encostei aquilo caiu. Então tive de alternar entre ir deitado como se estivesse numa poltrona ou ir com as costas encostadas  à atmosfera, o que não é nada bom para as costas ou para o pescoço. Mas aquela viagem não teve nada de normal. Entre o stress que pairava  no ar e as superstições que haviam, ninguém se calou. O Simão teimava em decorar as velocidades: "qual é a velocidade de um automóvel ligeiro de mercadorias com reboque numa via reservada a automóveis?", "e a de um automóvel pesado de passageiros sem reboque numa auto-estrada?", etc. etc.; enquanto Tânia estava apetrechada de chocolates e distribuía-os para que toda a gente comesse. Isto tudo porque no dia anterior a Dona Célia tinha-nos contado que quando tinha ido a exame tinha levado chocolates e bananas para comer durante o caminho e isso tinha-lhe dado sorte (escrevi ''tinha'' demasiadas vezes seguidas(!) ). Então lá estava eu no meio dos dois, a decorar velocidades e encher a boca de chocolates.

Chegamos à escola onde íamos fazer o exame bem antes da hora marcada e então fomos a um café qualquer beber qualquer coisa enquanto a Tânia e a Sofia continuavam a comer os chocolatitos. O Simão, o Paulo e eu escolhemos os nossos sumos e voltamos para a frente da escola onde ainda estavam as duas meninas, mas o Bertinho juntou-se a nós com a sua mini. Diz ele que era para acalmar; de mini na mão e a enrolar um cigarro. Deve tê-lo acalmado porque ele não errou nenhuma.

Voltando à sala, a sala de exame parecia uma sala de fuzilamento como já disse. Mas felizmente ninguém morreu e todos passamos, todos menos o Paulo que errou 9.. O regresso a casa foi animado porque toda a gente estava contente com a palavra "Aprovado" na folha de exame.

A Tânia, a Sofia, o Simão e eu decidimos que ontem  à noite devíamos ir à aula de código na mesma, afinal ia ser a última. Foi um bocado parvo, mas não faz mal estava toda a gente contente de mais para pensar nesses pormenores.

 

Ah, quase que me esquecia. A segunda coisa importante que me aconteceu foi a ciesta que dormi à tarde. Três horinhas de sono, coisa que não costumo fazer muito - umas vezes porque não consigo adormecer, outras porque fico confuso depois de acordar.    

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publicado por la vie en long-métrage às 20:20

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Terça-feira, 28 de Julho de 2009

orange sky

 

Well I had a dream
I stood beneath an orange sky
Yes I had a dream
I stood beneath an orange sky
With my brother standing by
With my brother standing by
I said brother, you know you know
it's a long road we've been walking on,
brother you know it is, you know it is
such a long road we've been walking on

And I had a dream
I stood beneath an orange sky
With my sister standing by
With my sister standing by
I said Sister, here is what I know now
Here is what I know now
Goes like this..
In your love, my salvation lies
In your love, my salvation lies
In your love, my salvation lies
In your love, in your love, in your love

But sister you know I’m so weary
And you know sister
My hearts been broken
Sometimes, sometimes
My mind is too strong to carry on
Too strong to carry on

When I am alone
When I’ve thrown off the weight of this crazy stone
When I've lost all care for the things I own
That's when I miss you, that's when I miss you, that's when I miss you
You are my home
You are my home
And here is what I know now
Here is what I know now
Goes like this..
In your love, my salvation lies
In your love, my salvation lies
In your love, in your love, in your love

Well I had a dream
I stood beneath an orange sky
Yes I had a dream
I stood beneath an orange sky
With my brother and my sister standing by
With my brother and my sister standing by

publicado por la vie en long-métrage às 16:45

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livraria

Sinto falta da Fnac. Já fazem semanas, ou até meses, que não entro numa loja da Fnac e fico por lá, abandonado à minha sorte. Felizmente, abandonado à minha sorte! Aquelas secções de jogos, de filmes, de música,  mas principalmente aquela secção de livros.

Aquela secção é um cantinho muito iluminado, quentinho e aconchegadinho, que faz jus às minhas necessidades. Necessito de me sentir de tempos a tempos rodeado de poemas, de histórias, de ficções, de retratos, de simples letras. Cada uma e cada qual, de A a Z. São um refúgio, um imaginário, ou um caminho para qualquer lado, mas são alguma coisa de bom,  são uma fuga ao real e um expandir da mente. E como tal têm valor. Incalculável, um livro vale muito muito mais que aquilo que a maioria dos mortais, felizmente não a totalidade, mas a maioria lhes atribui.

Pouca coisa substitui os melhores momentos que são passados na companhia de um livro. Um bom livro e uma boa chávena de chá. E eu gosto de um bom livro e duma boa chávena de chá!

Preciso de ti, Fnac; preciso de vaguear nos teus corredores entre as tuas estantes, ler as contra-capas dos teus livros e escolher, escolher uma boa companhia para levar das tuas estantes para a estante do meu quarto e juntar às outras boas companhias.

publicado por la vie en long-métrage às 00:29

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

tu!

Neste mundo há boas e más pessoas, mas tu és certamente uma das piores que nele pisaram.

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publicado por la vie en long-métrage às 00:21

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